Dançando com nossos medos


"Quem somos diante do caos do mundo atual. Pequenas marionetes sem ao menos saber da onde veio. Átomos perdidos em busca de um ideal, que possam salva-los desta guerra da geração do século XXI"


Dançando com os nossos pesadelos não seria uma das melhores formas de vencer uma guerra travada consigo mesmo. É assim, que a maioria das pessoas vivem hoje em dia. Esconde suas tristezas por trás de um sorriso que sabemos que nem sempre é verdadeiro. Moldam uma armadura ao redor do seu corpo cansado de tanto tentar viver uma vida que nunca planejou. E simplesmente, esquecem da sua verdadeira essência..


Perdidos em meio a escuridão da noite, onde em cada beco se esconde um medo e receio. No qual, logo é tratado por uma dose de uísque. Mas uma vez perde seu ideal e se entrega a loucura de uma vida que não é a sua. Anestesiando cada cicatriz que fez ao longo do tempo e tentando curar as feridas abertas com a mágoa de se levantar e viver da sua maneira.

Andando pelas as ruas vazias e frias de São Paulo, ouvindo a súplica da melodia de Gotye. Cada músculo do seu corpo cansado e ansiando o silêncio do seu quarto. Onde podia conversar com os seus demônios e entender porque eles te privavam de ser você mesmo pelo menos uma vez. Um instante. Um segundo.

Tic Tac...

O relógio cobrava uma atitude o mais rápido possível.

E o que iria fazer?

Se esconder mais uma vez debaixo da cama, como fazia toda vez que seu pai chegava embriagado?

Se cortar trancado dentro de um banheiro em busca de uma salvação que pudesse anestesiar suas dores, toda vez que via sua mãe te humilhar?

Tomar vários remédios por indicação do seu psiquiatra, que nem sabe mais o que fazer com seus transtornos de ansiedade, que te fazem vomitar toda vez que aquela pessoa que tanto gosta se aproxima?

Ah, não tem como mais se esconder atrás dos problemas por muito tempo. Uma hora, seus próprios fantasmas te abandonam e mandam você seguir em frente sem medo do que, os outros podem pensar ao seu respeito. Na verdade, nem sei ao certo se são eles mesmos que nos abandona, ou, somos nós que cansamos de sofrer.

Entretanto, terá grandes lições com tudo que passou ou passa. Nem que seja para poder perceber que uma hora a dor passa sozinha. Como se ela cansasse da sua carcaça e fosse em busca de novos horizontes. Ah, será que o medo também tem ideais?

Num instante vamos nos descobrir como pessoas. E vamos perceber no que valemos a pena. Ajudar aquela senhora que está sozinha há anos, a conviver com a solidão. Rir para aquela menina que senta todos os dias no mesmo banco de praça e chora por conta do namorado que a xinga em público.

AJUDAR. OUVIR. ACONSELHAR. ABRAÇAR.

Pequenos gestos que podem te mostrar quem verdadeiramente é. Auxiliar as pessoas a lidar com os seus próprios obstáculos, fazem você ter menos tempo para os seus que se escondem em cada canto da sua casa. Esperando apenas uma maneira para poder te consumir.

Mas, um dia todos eles vencem...Porém, enquanto houver um coração batendo forte dentro do seu peito, não custa nada tentar vence-los.

Autora: Menina das Letras.

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